Com uma ampla gama de recursos de colaboração e de Web 2.0, anunciada no ano passado e complementada neste ano, como a incorporação de widgets, Ajax, busca por contexto, RSS e mashups — que ganharam até uma ferramenta própria, o Lotus Mashups — a IBM está revigorando a plataforma Lotus para reconquistar o glamour (e o espaço no mercado) que detinha na década de 1990.
Agora, ela se prepara para atacar um segmento negligenciado nos últimos anos: o das pequenas e médias empresas (leia-se companhias com até 500 funcionários). Estimadas em 64 milhões ao redor do mundo, tais corporações devem investir US$ 550 bilhões em TI em 2008. As duas armas da IBM nesta batalha serão o Bluehouse e o Lotus Foundations. A primeira e uma ferramenta de colaboração disponivel pela internet (www.bluehouse.lotus. com/) no modelo de software como serviço (SaaS, na sigla em inglês), que, segundo a IBM, permitirá ás pequenas empresas compartilhar informações e criar comunidades.
0 modelo comercial do site ainda não está definido, mas na visão do gerente-geral de Lotus, Mike Rhodin, a expansão dos mercados emergentes traz boas oportunidades. Já o gerente de Lotus no Brasil, Ricardo Rossi, acredita que o Bluehouse deve ter grande adoção nas empresas com quadros entre 30 e cem funcionários. Essa é a primeira aposta da IBM em SaaS desde a aquisição da WebDialogs, em agosto de 2007.
Já o Foundations é um servidor do estilo one-stop-shop, que inclui ferramentas da familia Lotus para e-mail, colaboração, produtividade e segurança de rede e pode ser configurado em menos de meia hora.
Neste novo produto, a IBM integra-rá tecnologias da Net Integration Technologies, desenvolvedora de software "all-in-one" (tudo em um) voltado para servidores de empresas de pequeno e médio porte, comprada em janeiro. "Conversamos com os nossos canais e eles ficaram muito animados com essa estratégia", disse Rhodin. Rosssi, da IBM Brasil, acredita que este produto sera opular entre empresas com 500 e mi uncionários. |