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16/10/2007
Estudo revela oportunidades da TI para proteger usuários móveis sem fio
Uma pesquisa online, patrocinada pela Cisco Systems e pela Aliança de Segurança Virtual Nacional dos EUA

mostra que muitos funcionários que trabalham com tecnologias wireless não aplicam boas práticas de segurança. Os pesquisadores sustentam que a situação merece um foco dedicado em ajudar as organizações a superar a falta de conscientização sobre os potenciais problemas de segurança entre os usuários.


 


O novo estudo conduzido pela InsightExpress incluiu respostas de 700 funcionários móveis em sete países, incluindo China, Alemanha, Índia e Estados Unidos. Nos EUA, por exemplo, 36% dos entrevistados afirmaram não estar preocupados com ameaças durante o uso de dispositivos móveis. 44% de todos os funcionários móveis entrevistados admitiram abrir e-mails e/ou anexos de fontes suspeitas ou desconhecidas. Na China, Índia e Reino unido, mais de esse 50% admitiram esse comportamento.


 


Com o crescimento na adoção de tecnologia sem fio e a ampliação do conceito de mobilidade, a questão ganha importância. A Cisco e a NCSA citam uma pesquisa da consultoria IDC que prevê que cerca de 70% de todos os trabalhadores nos Estados Unidos estarão equipados com algum tipo de dispositivo móvel até 2009. Outra pesquisa citada no relatório, realizada pela consultoria Korn/Ferry Internacional, conclui que 81% de todos os executivos de negócios do mundo já usam equipamentos móveis de alguma forma.


 


“As tecnologias sem fio e a mobilidade chegaram para ficar, é um fato”, afirma Ron Teixeira, diretor executivo da NCSA, um órgão criado para educar usuários sobre segurança online. "Enquanto esse estudo mostra que a mobilidade traz novos riscos, o mesmo acontece com serviços de internet e novas tecnologias", diz Ron Teixeira, na conclusão do estudo. "A mobilidade e a internet podem ser usadas de forma segura se as corporações instituírem uma cultura de segurança dentro de suas forças de trabalho e abastecerem seus funcionários de programas educacionais e de conscientização sobre cibersegurança".


 


Quase 3/4 dos profissionais que trabalham remotamente colocam em risco dados pessoais e das companhias para as quais trabalham por ignorar práticas de segurança. Ao responder à pesquisa, muitos usuários disseram que às vezes preocupam-se com segurança, mas 28% deles admitiram que quase nunca consideram os riscos de segurança e de seu comportamento. Outros disseram que nunca adotaram melhores práticas de segurança e que desconhecem a necessidade de se informar sobre os riscos de segurança aos quais estão expostos. As desculpas para esse comportamento incluem: “eu estou com pressa”, “eu estou ocupado e preciso acabar logo meu trabalho”, “segurança não é prioridade para mim” e “isto é trabalho da área de TI, não meu”.


 


Segundo Bem Gibson, diretor de mobilidade da Cisco, “as companhias confiam cada vez mais em profissionais remotos com acesso a informações corporativas, mas isso não precisa ser um problema, desde que estejam engajados e  as tecnologias de segurança adequadas sejam utilizadas.”


 


Os trabalhadores móveis admitem ter comportamentos de risco, como por exemplo:


 



  • Conectar-se a redes sem fio desconhecidas ou não confiáveis. Incluindo a utilização da conexão sem fio do vizinho ou redes públicas não autorizadas. Cerca de um terço de todos os pesquisados admitem terem feito isso algumas vezes. Usuários da China são os mais graves infratores, já que 54% deles afirmam que freqüentam redes sem fio desconhecidas, seguidos pelos usuários da Alemanha (46%) e Coréia do Sul (44%). 

 



  • E-mails e anexos de origem desconhecida ou suspeita. Algo como 44% dos pesquisados disse que abriram mensagens ou arquivos anexados de fontes desconhecidas, com a maior parte dos infratores na China, na Índia e no Reino Unido. Parte do problema é que 76% desses entrevistados afirmam ter muito trabalho para diferenciar essas mensagens dos conteúdos legítimos. A pequena tela dos aparelhos foi citada como uma das principais causas desse problema.

 


"A chave é saber que as questões tratadas nesse estudo podem ser endereçadas", disse Jeff Platon, vice-presidente de Soluções de Segurança da Cisco. "A tecnologia é importante para resolver questões de segurança para usuários de aparelhos móveis, mas educação e comunicação são medidas pró-ativas que o departamento de TI pode adotar para lidar com essas questões e gerar maior retorno sobre seus investimentos. Esse será um ativo estratégico para o negócio, que vai permitir uma transformação dos processos de negócios e destravar o poder da colaboração", disse Platon. "Na medida em que mais trabalhadores se tornam móveis, educá-los de forma pró-ativa para que adotem boas práticas de segurança pode ser um princípio chave para qualquer negócio traçar sua estratégia de TI e gerenciar seus riscos".


 


Segundo Teixeira, as melhores práticas que TI deveria desenvolver com os trabalhadores móveis incluem:


 



  • Uso efetivo de senha, mudando a cada 90 dias.
  • Atualização dos programas antivírus e anti-spyware.
  • Download freqüente dos patches necessários para os sistemas operacionais.
  • Back up de dados e de arquivos importantes.
  • Encriptação das informações sensíveis.
  • Ter um plano para lidar com incidentes de segurança sem fio.

 


Em um nível mais alto, as organizações devem tentar "casar" proteção tecnológica e campanhas educacionais tanto para suas redes quanto dispositivos.



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